Grupos de Atingidas e Atingidos (GAAs) fortalecem a participação coletiva e avançam na construção de projetos comunitários em Barra Longa 

A equipe da Aedas segue fortalecendo o trabalho junto às comunidades atingidas em Barra Longa por meio da realização dos Grupos de Atingidos e Atingidas (GAAs) em diferentes territórios do município. Os encontros têm como objetivo promover a organização comunitária, ampliar o acesso à informação qualificada e preparar as comunidades para a construção coletiva de projetos comunitários no âmbito do processo de reparação. 

Até o momento, já foram realizados GAAs nas comunidades de Felipe dos Santos, Matipó, Dobla, Paiol do Cunha, incluindo Apaga Fogo e Buieié, São Gonçalo, Barro Branco e Aldeia Takruk-Mah Krapok. Também participaram dos encontros o grupo da Capoeira São José e o grupo das Bordadeiras. Esses espaços vêm se consolidando como fundamentais para o fortalecimento da participação popular, garantindo que as próprias pessoas atingidas sejam protagonistas na construção de caminhos coletivos para a reparação. 

Os GAAs constituem a base da organização comunitária nesse processo. Estruturados para reunir grupos com interesses e realidades semelhantes, eles serão coordenados pelas próprias pessoas atingidas, com acompanhamento das equipes da Aedas em Barra Longa. As reuniões acontecem conforme as demandas locais e possibilitam um diálogo próximo, respeitando as especificidades de cada comunidade. 

Além de fortalecer vínculos comunitários, os GAAs têm papel central no acompanhamento dos desdobramentos do Acordo de reparação. É nesses espaços que as comunidades acessam informações atualizadas, discutem seus direitos e se organizam para acessar os recursos previstos, especialmente por meio dos editais de projetos comunitários. 

Atualmente, os encontros têm foco na orientação sobre o funcionamento desses editais. A equipe da Aedas acompanha as comunidades desde a compreensão das regras de participação até a elaboração e inscrição das propostas, contribuindo para que os projetos sejam construídos de forma coletiva e executados pelas próprias comunidades. 

As discussões evidenciam o cuidado das comunidades em pensar propostas alinhadas às suas realidades e prioridades. Durante um dos GAAs, a atingida Rosileia de Souza, da comunidade de Felipe dos Santos, destacou a importância de focar em iniciativas viáveis neste momento: 

“Agora nós vamos poder ter nosso próprio espaço, poderá ter curso para crianças, para mulheres.” 

Nesse contexto, a Assessoria Técnica Independente reforça seu papel no território, oferecendo suporte às comunidades na organização coletiva, na leitura dos editais e na construção das propostas, respeitando sempre as decisões e prioridades definidas pelas próprias pessoas atingidas. 

A Aedas reafirma seu compromisso de atuar ao lado das comunidades, fortalecendo a participação social e contribuindo para a luta por uma reparação justa, integral e construída com protagonismo popular. O edital de projetos comunitários será lançado no dia 22 de maio.  

Emílio Pio – Assessor de Comunicação da ATI Aedas Barra Longa