#8 Edição Jornal Territórios | Organização Popular: atingidos(as) na consolidação de direitos e conquistas

Nesta edição você vai conferir os resultados da organização popular de atingidos e atingidas na consolidação de direitos e conquistas. A importância da organização popular, a responsabilidade de representar os anseios das comunidades atingidas, o fortalecimento participação popular e do controle social por meio das Comissões Territoriais e do Conselho Federal de Participação Social, são exemplos de como a luta do povo atingido continua viva na busca por reparação integral.

Leia o editorial e acesse a versão digital do jornal

Futuro construído pelas mãos de quem nunca deixou de resistir

Com organização popular, foi um período de resistência cotidiana, de enfrentamento às tentativas de silenciamento e de afirmação do direito à informação, à participação e à reparação justa. Em meio a um processo reparatório ainda marcado por lentidões e assimetrias de poder, a organização coletiva seguiu sendo o principal instrumento de defesa da vida e da dignidade das pessoas atingidas. 

É por isso que neste primeiro jornal do ano, voltamos a mostrar que a reparação não se constrói apenas em mesas institucionais, mas nasce e se fortalece nos territórios, a partir das experiências concretas de quem vive os danos deixados pelo crime da Samarco/Vale e BHP. Nasce da atuação das Comissões de Atingidos e Atingidas, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da atuação de Conselheiros e Conselheiras Federais, de quem constrói os Grupos de Atingidos e Atingidas e de quem insiste e não desiste. 

O ano de 2026 será um ano decisivo para garantir que os projetos comunitários sejam efetivados como um dos eixos centrais da reparação. Isso exige continuidade da garantia da participação social efetiva, respeito às decisões coletivas, informação qualificada e o fortalecimento dos espaços de controle social conquistados com muita luta. Exige, sobretudo, que as pessoas atingidas sigam no centro das decisões que interferem suas vidas. 

Seguimos, portanto, com a convicção de que não há reparação possível sem organização popular, sem escuta ativa dos territórios e sem investimento nas iniciativas que brotam da própria comunidade. Em 2026, reafirmamos essa missão: fortalecer os espaços de participação, os projetos comunitários e o envolvimento na luta por justiça, por memória e por um futuro construído pelas mãos de quem nunca deixou de resistir.