A Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas) presta solidariedade aos familiares e amigos da vítima Lecilda de Oliveira, de 49 anos, identificada na última quarta-feira, 29 de dezembro, através dos trabalhos das equipes do Instituto de Criminalística, a partir de material de DNA. Natural de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Lecilda de Oliveira fez faculdade de administração na própria cidade. Lá, ela criou seus dois filhos e fez carreira na mineradora Vale como analista de operação, trabalhando na empresa por volta de 29 anos.

Mãe de dois filhos e aposentada, a analista de sistemas Lecilda de Oliveira trabalhava na Vale desde quando a mineradora se chamava Ferteco. Mesmo após a aposentadoria, continuou trabalhando pelo afeto que tinha à rotina profissional.

A vítima é uma das 272 vidas perdidas no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019, que está completando três anos, no próximo dia 25 de janeiro.
A última pessoa identificada foi Uberlandio Antônio da Silva, trabalhador terceirizado da Vale e natural do estado do Espírito Santo, no dia 10 de novembro. Agora, seis famílias seguem aguardando respostas sobre seus entes.

A Aedas segue comprometida em prestar assessoria técnica para reparação integral e participativa aos atingidos e às atingidas, construindo e promovendo ações para que as pessoas atingidas e do território consigam seguir com qualidade de vida e dignidade.

O velório de Lecilda está marcado para esta quinta-feira (30) de 13h às 17h, no cemitério Parque das Rosas, em Brumadinho.

Sendo assim, a Associação presta solidariedade à família de Lecilda de Oliveira e das outras famílias que perderam suas joias e seguem sem respostas.

As seguintes pessoas ainda não foram encontradas:

CRISTIANE ANTUNES CAMPOS
LUIS FELIPE ALVES
MARIA DE LURDES DA COSTA BUENO
NATHALIA DE OLIVEIRA PORTO ARAUJO
OLIMPIO GOMES PINTO
TIAGO TADEU MENDES DA SILVA