Iniciativa reúne lideranças femininas de quatro estados e fortalece protagonismo comunitário e acesso à justiça em territórios vulnerabilizados
Uma articulação entre a Secretaria de Acesso à Justiça (SAJU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) selecionou 600 mulheres dos estados de Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo para integrar o Projeto Defensoras Populares. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o protagonismo feminino e ampliar a atuação de lideranças comunitárias na promoção de direitos em seus territórios.
Em Minas Gerais, 120 mulheres foram escolhidas para participar da formação. Entre elas estão quatro atingidas assessoradas pela Aedas: Aparecida Moçueta, de Santana do Paraíso; Edilene Nunes, de Belo Oriente; Renata Rodrigues, da Ilha do Rio Doce; e Sharon Chayane, do Quilombo Achado dos Pretos. A presença das participantes evidencia a força organizativa e o papel estratégico das mulheres atingidas que já atuam em processos coletivos de mobilização social e defesa de direitos.
Ao longo de oito meses, as selecionadas participarão de um ciclo formativo com conteúdos voltados para direitos humanos, educação popular e estímulo à ação cidadã. Como etapa final, cada participante deverá elaborar um Plano de Articulação Comunitária, instrumento prático destinado a fortalecer a mobilização social e ampliar o acesso à justiça em suas comunidades.
O projeto prioriza mulheres com trajetória de atuação comunitária e compromisso com o desenvolvimento social de seus territórios. Nesse sentido, a participação das assessoradas pela Aedas reflete experiências concretas de organização popular e reafirma a importância das lideranças femininas na construção de processos coletivos de transformação social.
Embora o Projeto Defensoras Populares não faça parte das medidas de reparação previstas no Novo Acordo Rio Doce, a iniciativa representa um avanço significativo na promoção da autonomia e da formação política de mulheres em territórios atingidos. Ao fortalecer capacidades, ampliar conhecimentos e incentivar a incidência social, o programa contribui para consolidar lideranças que atuam diretamente na defesa de direitos e no fortalecimento comunitário.
A seleção das quatro mulheres atingidas reforça a relevância de investimentos em processos formativos que valorizem saberes locais, estimulem a organização popular e ampliem a participação social, elementos fundamentais para a construção de territórios mais justos, informados e mobilizados.
Confira a lista completa das mulheres pré-selecionadas (clicando aqui).
Texto: Camila Quintana e Thiago Matos – Assessores de Comunicação da ATI Aedas Médio Rio Doce



